17/11/2003

Coleções & Colecionadores

 Ana Cristina Teixeira e sua coleção de sapos   Sapélvis - o astro   Parte da coleção de sapos de Ana Cristina Texeira  

Colecionador que se preze tem orgulho de sua coleção e adora exibi-la. Conheça aqui algumas dessas personalidades na série Coleções & Colecionadores.






Cada cabeça é um mundo, e em cada um desses “mundos” residem personalidades, idéias, manias e hobbies diferentes. Várias pessoas têm o hobby de colecionar objetos.

Algumas costumam iniciar suas coleções, mas, ao se deparar com obstáculos para adquirir novas peças, acabam desistindo. Outras, mais determinadas e persistentes, seguem em frente e fazem o possível e o impossível para conseguir aquele objeto tão estimado.

Para quem gosta de colecionar, existe uma infinidade de coisas “colecionáveis”. Desde os objetos mais comuns, como selos, cartões postais e cartões telefônicos; até as mais esquisitas, como animais empalhados e bulas de remédio. Para a maioria dos colecionadores, o valor material de seus apetrechos é inestimável, o que conta é o valor emocional contido em cada objeto conquistado.

A partir de agora o RosaChoque.com dá início a série Coleções & Colecionadores. Se você possui uma coleção, ou conhece alguém que possua, mande-nos a sua sugestão.

Quando os sapos se tranformam em rei

A idéia de colecionar sapos começou como uma brincadeira para essa carioca de 26 anos. Sempre que Ana Cristina Teixeira tinha que comprar algo e o tema “sapo” era uma das opções disponíveis, o simpático anfíbio acabava sendo o escolhido. No entanto, a coleção só começou a tomar fôlego em 2001, quando Ana Cristina comprou uma capa para seu celular. “Eu gostei tanto da capa, que para combinar com ela, eu comprei um estojo no formato de um sapo comprido. Daí para a frente não parei mais, foi então que decidi fazer uma coleção organizada. Tornou-se um hobby”.

Vários são os itens que Ana Cristina possui, desde os clássicos bichos de pelúcia até peças artesanais exclusivas. Entre os seus mais de 360 objetos no tema, ela possui peças em resina e madeira, camisetas, porta-retratos, selos, latas, papéis de carta, toalhas de rosto, chaveiros, calcinhas, jarras de biscoito e até candelabros. Segundo Ana, a sua coleção não para de crescer, “dificilmente consigo sair sem voltar com algum sapinho”, conta.

Além dos objetos que compra, há ainda aqueles que ela recebe de presente da família e do namorado, de quem recebe incentivo para levar sua coleção adiante. “Sempre que meus familiares vão à minha casa, querem ver meu quarto para conferir as novidades. Todos acham a coleção divertida”, orgulha-se. Ana Cristina afirma que não existe um item favorito em sua coleção, mas confessa sua afeição especial por uma porcelana chinesa, presente da sua mãe, e pelo “Sapélvis”, um sapo exclusivo feito de massa de biscuit e vestido de Élvis Presley, dado pela tia Cacilda.

Numa de suas aquisições, Ana pregou uma peça no namorado e no pai. Quando foi à Mariana, em Minas Gerais, comprou um banquinho de 30 centímetros feito de madeira maciça. Fez o namorado carregar o pacote pela cidade até chegarem ao hotel onde estavam hospedados, e ao voltarem para o Rio o de Janeiro, transferiu o encargo para o pai. “Meu pai o carregou por vários lugares sem saber o que era. Eu fiquei com medo de dizer, porque ele iria reclamar que era muito pesado e que eu não ia ter onde colocar um negócio daquele tamanho. Como estava todo embalado, eu esperei até chegarmos em casa para contar que era um sapo”, diverte-se.

Na opinião de Ana Cristina, o colecionismo no país ainda é um hobby pouco difundido, o que dificulta o contato com outros colecionadores. Um dos itens mais cobiçados por ela é um jogo chamado “aquaplay”, da década de 80, além de algumas peças norte-americanas que não chegam ao Brasil. Mesmo com dificuldades para conseguir alguns objetos, ela garante que sua coleção será levada adiante.

Embora nunca tenha recebido nenhuma proposta, a sua resposta foi taxativa ao ser perguntada se trocaria sua coleção por algo: “Não troco meus sapinhos por nada. Eles são meu xodó!”


Autor:

ANA LUIZA MOURA