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Os
sapos têm sido símbolo de prosperidade, saúde
e abundância em algumas culturas; e de fertilidade em outras.
Os irlandeses acreditam que sapos são parentes dos leprechauns
e são capazes de pregar peças nas pessoas.
Os
Mojave, nativo-americanos do Sudoeste dos EUA, acreditam que o sapo
carrega um pedaço de madeira na boca e trás fogo para
os humanos.
O
sapo de três pernas da China era o animal de estimação
do imortal Liu Hai, deus chinês da boa saúde. Este
sapo é símbolo de riqueza e é sempre retratado
com uma moeda de ouro na boca. Diz a lenda que ele é capaz
de transformar alimento em ouro.
O
sapo é um antigo símbolo Egípcio, adotado depois
pelos Romanos por causa das conquistas de territótio. A deusa
Hekt (com cabeça de sapo) é símbolo de nascimento
e fertilidade, e posteriormente, ressurreição.
Lendas
da China e da ìndia dizem que o mundo descansa nas costas
de um sapo de três pernas gigante. Quando ele se move, isso
causa os terremotos.
Na China, a rã representa o princípio yin, lunar;
seu espírito é reverenciado por trazer prosperidade
e cura.
O sapo tem grande pretígio entre os índios. Elas são
apreciadas por prenunciar a chuva e por seus poderes de limpeza
e purificação.
A associação da rã com a fertilidade é
bastante difundida. Os antigos índios anasazis, que
viviam no limite do Arizona com o novo México, nos Estados
Unidos, usavam azeviche e a valiosa turquesa para fazer ornamentos
que refletiam a importância da rã em sua cultura.
Diz-se que certos objetos e imagens curam absorvendo literalmente
a doença, que passa da pessoa para eles. Como os sapos comem
aranhas, crê-se que podem combater o mal e os venenos. Partes
de seu corpo eram usadas em poções mágicas
e feitiços.
Uma das lendas mais conhecidas na Amazônia é sobre
os muiraquitãs feitas pelas icamiabas (mulheres sem marido)
ou amazonas- guerreiras encontradas pelos espanhóis em plena
floresta amazônica. Conta-se que uma vez por ano as guerreiras
escolhiam índios de aldeias vizinhas e, após uma noite
de amor, elas mergulhavam em um lago para buscar pedras verdes com
as quais faziam os muiraquitãs. O objeto era dado de presente
ao índio, que o usava como amuleto, pendurado no pescoço.
O que sobrou dessa história são os amuletos, encontrados
até hoje em toda a região do baixo amazonas, entre
as fozes dos rios Nhamundá e Tapajós. Feitos de jade,
nefreíta e jadeída, estes objetos foram responsáveis,
durante muito tempo, pela hipótese de a Amazônia ter
sido visitada por povos da Ásia: não há minas
de jade no Brasil. Acredita-se que os muiraquitãs trazem
sorte e têm poder de cura. Eles geralmente ganham forma de
animais como jaboti, peixe e especialmente sapos ( foto). Existem
exemplares de amuleto em vários museus do mundo, principalmente
na Europa. (notícia tirada da Revista Vida, do Jornal do
Brasil, de 31 de julho de 2004)

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